Sobre seguir em frente


Depois de um longo período de bloqueio criativo, algo que sempre me fez escrever me impulsiona novamente a vir aqui: observar as pessoas.
No meio dessas minhas observações, comecei a notar algo que muita gente carrega consigo que eu (graças a Deus) nunca carreguei por muito tempo: excesso de passado.

Não vejo problema em olhar para trás, inclusive, acho saudável olhar para o passado e tirar lições de lá, afinal, as nossas experiências, a nossa bagagem, memórias boas e ruins vieram todas de lá. O problema está em viver no passado, quando o próprio nome já diz tudo - já deveria ter passado.
Eu nunca fui uma pessoa que guarda ressentimentos, mágoas, ou vive incomodada com algo que aconteceu. Eu nunca fui uma pessoa que coloca situações do passado numa caixinha de assuntos mal resolvidos e carrega pra lá e pra cá o peso de algo que já deveria ter sido deixado no caminho.
Inclusive, muitas vezes fui taxada de boba por perdoar rápido demais, por voltar á conversar e até ajudar alguém que me fez mal. Mas na minha opinião, boba eu seria se ocupasse o meu coração com sentimentos ruins, ainda mais quando a culpa foi do outro e não minha, ou até mesmo carregar uma situação da vida, uma memória ruim para sempre, e dar aquilo o poder de transformar todos os meus dias em dias pesados. 

E esse problema vai além, eu vejo muita gente deixando de encarar novas situações por medo de algo que aconteceu um dia. Deixando de se entregar á um relacionamento que tem tudo para ser incrível por medo de se decepcionar de novo. Deixando de ir á algum lugar porque um dia algo deu errado por lá. Deixando de ir á praia porque um dia se afogou. Deixando de conhecer pessoas novas porque uma não alcançou suas expectativas. 
Quanta coisa a gente deixa de viver por medo ou por achar que vai dar errado?
Quanta coisa a gente perde por medo ou insegurança ?

Nossa mente vai sempre (sempre), nos induzir á zona de conforto. Numa tentativa covarde de proteção ela sempre irá nos jogar para o mais confortável, o mais seguro, o mais estável. Eu, que já sofri com a ansiedade tenho muita autoridade para falar disso. Mas eu, que já superei as crises de ansiedade e de identidade, que já superei traumas e inúmeras decepções também tenho autoridade para dizer é totalmente possível trabalha a nossa mente e o nosso coração para não viver no passado, para se entregar á novas situações, á novas experiências, para enfrentar o medo, a insegurança, para sair cada dia mais da zona de conforto, para perdoar, para recomeçar, para destravar qualquer situação.

Uma frase específica tem falado muito comigo todos os dias quando abro a galeria do meu celular: "O primeiro passado mata o medo." Sempre que eu leio essa frase lembro de quando eu carregava muito medo comigo, mas ainda assim, as vezes chorando, eu sempre dava o primeiro passo, eu sempre persistia, eu ia em direção ao novo, eu tentava de novo algo que tinha dado muito errado no passado, eu fazia força para ignorar a minha mente, para ignorar a emoção. Me lembro de dezenas de situações das quais eu precisei dar o primeiro passo em direção á um caminho onde eu já tinha tropeçado e caído feio, mas que eu precisei levantar e reiniciar. Me lembro de dezenas de situações das quais eu tinha muito medo de que algo passado retornasse, mas que se eu ficasse parada eu estaria segura, porém, poderia perder coisas incríveis. E ainda bem, ainda bem que eu sempre optei por deixar o passado de lado e continuar caminhando, continuar descobrindo, continuar arriscando, continuar seguindo.

Não deixe que o medo e a insegurança, baseados numa situação do passado de impeçam de viver algo novo e importante. Não deixe que os seus medos te impeçam de ter a vida incrível que você merece. Não deixe que o excesso de passado te prive de viver o presente, e de construir um futuro infinitamente melhor. Nossa mente tem um poder enorme e uma capacidade gigante de recomeçar, de ir muito além do que a gente achou, de enfrentar, de superar. Cabe a nós acreditar nisso, e trabalhar o nosso interior, porque o que a mente acredita com fé, a alma alcança, o corpo obedece, e a gente consegue.

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